Amamentação Prolongada
É normal que as mães tenham dúvidas sobre até qual período amamentar o seu filho, pois existem muitas posições sobre o assunto, inclusive, contra o fato de dar de mamar à criança por muito tempo. Quando ela continuar a mamar no peito após um ano de idade, chama-se amamentação prolongada, pois não é comum no Ocidente, o que faz muitas pessoas olharem torto para as mães que continuam a alimentar o seu filho com o leite materno.
Nunca é demais falar sobre os benefícios do leite materno tanto para a criança quanto para a mãe. Por isso, vale lembrar que a amamentação prolongada também possui ainda mais vantagens. Entre elas, estudos mostram que crianças que mamam após completar um ano de idade ficam menos doentes, porque a sua imunidade está elevada, graças às vitaminas, enzimas e calorias do leite materno.
Se a criança adoecer, o leite materno é mais digerível que qualquer outro alimento, evitado, inclusive, diarreias, vômitos e desidratação. Outra vantagem é que a criança cresce mais confiante e não dependente da mãe como poderia se imaginar. Isso porque ele aprende a ter autoconfiança com o ato de mamar, pois recebe essa confiança e carinho da mãe.
Já para a mãe os benefícios consistem em ela ficar mais tempo sem menstruar, evitando cólicas e as consequências da TPM, sendo que isso não significa que você não vai engravidar, o ideal é usar um método contraceptivo após o beber completar seis meses. Caso você opte pela pílula, consulte um médico para verificar qual é a melhor para o período de amamentação.
Além disso, especialistas no assunto afirmam que na realidade não existe a hora certa de desmamar. A decisão deve ser da mãe, em conjunto com o pediatra, pois ele vai ajudar, levando em consideração a situação específica da criança. Alguns fatores que devem ser avaliados são a facilidade dela aceitar outros alimentos, o seu desenvolvimento físico e a disponibilidade da mãe, entre outros.
O melhor é a mulher decidir quando parar de dar de mamar no peito, porque é ela quem vai sentir quando for o momento certo e, por consequência, mais natural. Em verdade, amamentar o filho depois que ele completasse um ano era um hábito normal até o momento em que a indústria inventou os leites especiais e fórmulas infantis, criminalizando a amamentação prolongada. Sociedades que não sofreram essa manipulação ainda têm o hábito de amamentar de forma prolongadaas suas crianças.
No Brasil, o Ministério da Saúde também faz a recomendação, informando que o aleitamento materno prossiga, ao menos, até os dois anos de idade. Nesses casos, a única questão que deverá ser trabalhada é na hora de desmamar, já que fazer isso com crianças um pouco maiores pode ser mais difícil. Porém, para que isso aconteça sem problemas, você pode fazer alguns truques e entreter o seu filho com lanchinhos na hora que ele costumava mamar, ou mesmo, com brincadeiras.
Outra maneira para ajudar a desmamar a criança é a mãe criar formas de interagir com o seu filho, seja através de brincadeiras, passeios, ler para ele, etc. Isso é importante porque muitas vezes a criança vai procurar o peito da mãe não por estar com fome, mas sim, por estar entediada e, quando isso acontecer, você deve estimular à criança ao conhecimento.
Leia maisSilicone Atrapalha a Amamentação?
Muitas mulheres se perguntam se o silicone atrapalha a amamentação. Em princípio, os médicos costumam dizer que não, uma vez que, no processo cirúrgico, o silicone é colocado abaixo da glândula mamáriaou atrás do músculo peitoral, o que não interfere em nada, nem mesmo na produção de leite. No entanto, há profissionais da saúde que são mais cautelosos e levantam possíveis problemas que o silicone pode provocar à amamentação.
Nesse caso, a resposta seria afirmativa sobre o fato de o silicone atrapalha a amamentação. Porém, isso vai acontecer apenas se o silicone for colocado na posição errada ou sea quantidade de silicone for muito grande e desproporcional ao peito. Os médicos que alertam sobre esses problemas explicam que, devido à cirurgia, a anatomia e a pressão dos dutos que irrigam as mamas podem ser alteradas.
O mesmo pode acontecer quando uma mulher opta pelo contrário, como por uma cirurgia para reduzir o tamanho dos seusseios. Isso porque caso o tecido mamário seja lesionado, tanto em uma como em outra cirurgia, a produção de leite sofrerá as consequências.
Além disso, uma mulher que realizou uma cirurgia para colocar silicone nos seios pode ter o formato de sua mama alterado, quando engravidar, porém, se a questão for apenas essa, o quadro pode ser reversível. Quanto ao risco do silicone vazar para o leite, os médicos concordam que isso é uma possibilidade muito remota, já que existe um gel coesivo que reveste o silicone e garante que ele não tenha nenhum vazamento. Mas, de qualquer forma, é sempre importante buscar um profissional qualificado e com experiência na hora de decidir por uma intervenção cirúrgica nos seios.
No caso da mulher receber uma prótese de silicone muito maior do que a indicada, outros problemas podem acarretarao corpo, o que não é uma questão relacionada apenas com a amamentação. Mas em relação ao ato de amamentar, o que pode ocorrer é que, se a prótese for muito grande, quando o bebê estimular o mamilo e a aréola, e o hormônio oxitocina contrair os alvéolos e dutos, para expulsar o leite, a região das glândulas pode ficar muito pressionada pelo implante e acabar atrofiando. Isso, sim, irá prejudicar a produção e o fluxo do leite.
O médico deve definir o tamanho máximo de uma prótese, levando em consideração o tamanho e o formato dos seios e a posição dos mamilos. O tamanho é decidido pelo médico em conjunto com a paciente, sendo que o profissional deve ser razoável no caso da paciente querer um tamanho que seja exagerado para a sua anatomia.
Para entender melhor como funciona essa parte do corpo, as glândulas mamárias são constituídas por vários alvéolos, que são ligados aos mamilos por dutos. Com a gravidez, muitos hormônios entram e ação e, assim, fazem com que as glândulas cresçam e estimulem a produção do leite. Quando o bebê começa a mamar, o corpo da mulher envia informações para que mais líquido seja fabricado e os alvéolos permaneçam sempre abastecidos.
Quando a mulher decide colocar silicone em seus peitos, ela pode optar pelo implante retromuscular, quando a prótese fica atrás do músculo peitoral. O procedimento é mais invasivo e, por isso, a paciente leva mais tempo para se recuperar, mas o visual fica mais natural, principalmente, para quem tem seios pequenos. Já no implante retroglandular, a prótese fica atrás das glândulas, sendo ideal para quem tem seios médios. Nesse caso, a recuperação é mais rápida.
Leia maisComo Adaptar o Gato à Chegada do Bebê
Quem gosta dos felinos não quer saber desse papo de alguns profissionais da saúde sobre a gestante se manter afastada dos seus gatos. Às vezes, parece muito mais fácil proibir alguma coisa do que explicá-la. Nesse caso, a mulher grávida que possui gatos em casa não precisa mandar eles embora tampouco trancá-los na garagem. Além disso, é preciso saber como adaptar o gato à chegada do bebê.
Assim como um irmão mais velho que percebe que o corpo da mãe está mudando e que algo novo está por vir, o mesmo acontece com os bichos de estimação e, para que não haja traumas para ninguém, é importante aprender a como adaptar o gato à chegada do bebê. Em primeiro lugar, cabe explicar que os gatos que ficam muito tempo na rua podem se contaminar com o vírus da toxoplasmose, por se alimentarem de ratos e pássaros, que podem ter em seus tecidos o protozoário que causa a doença.
Por isso, gatos que vivem dentro de casa têm probabilidades mínimas de infectar o ambiente com a doença. A toxoplasmose ocorre também em outros animais de estimação e de produção, como aves, caprinos e suínos, entre outros, sendo que os gatos são os únicos em que o protozoário se reproduz, eliminando-os pelas vezes. Por prevenção, a mulher grávida pode ficar longe das fezes e deixar a caixa de areia dos seus gatos no ambiente externo.
Fora isso, é necessário criar um ambiente amigável para que o gato receba o bebê que está por chegar. Dessa forma, se você possui gatos e está grávida, é importante que você não deixe de dar carinho para o seu gato, para que ele não se sinta “deixado de lado” por causa da chegada do bebê. No caso de limitar à entrada do felino ao futuro quarto do bebê, é importante que se faça isso antes, para acostumá-lo e ele não associar a restrição que recebeu à chegada do bebê.
Os bichanos de estimação que são acostumados a andar por toda a casa e ficar no colo dos seus donos por muito tempo têm o direito de estranhar as mudanças repentinas, por isso, é importante que elas ocorram aos poucos e com antecedência. Desde o início da gravidez, a mulher pode começar a pegar o seu gato no colo com menos frequência, para que ele não sinta a mudança no comportamento de repente e sinta-se abandonado.
Isso é importante porque chegará uma hora que mesmo um gato pequeno será muito pesado para uma gestante e para que ele não queira competir por colo com o bebê. Nesse sentido, você pode criar espaços novos e aconchegantes para o gato se acomodar e nem por isso ele deve ficar privado do contato humano.
Outra dica para saber como adaptar o gato à chegada do bebê é uma pessoa ficar responsável por levar para a casa onde vive o gato alguns panos com o cheiro do recém-nascido, enquanto ele estiver na maternidade. Os panos devem ser colocados em lugares de uso habitual do bichano, como embaixo do pote de comida, de água ou em sua caminha. Assim, logo que o bebê chegar à casa, o gato vai relacionar o seu cheiro, que já sentiu, a momentos agradáveis.
A presença da criança, o seu choro, demais barulhos e movimentações pode deixar o gato assustado, ou mesmo, curioso, e, por isso, no caso dele aprontar alguma coisa, não deve ser punido, para não fazer a relação de algo ruim com o bebê. Além disso, é essencial que sempre que ele estiver tranquilo receba carinho e elogios.
Leia maisComo são os Bebês Anencefálicos
Tem se falado muito nós últimos anos sobre a anencefalia, o que há pouco tempo dificilmente se ouvia falar dessa doença nos veículos de comunicação. O assunto veio à tona ao ser relacionado com o direito de uma mãe ter ou não ter um bebê que fosse diagnosticado com o problema. No entanto, como são os bebês anencefálicos é uma pergunta que ainda gera muitas dúvidas, por isso, é importante entender como funciona o desenvolvimento de um bebê com a doença.
Em primeiro lugar, antes de responder a questão como são os bebês anencefálicos, é importante entender do que se trata essa doença. A anencefalia é um defeito congênito que começa a se desenvolver já no início da vida intrauterina, em geral, entre o 20º e o 28º dia após a concepção. A palavra anencefalia significa “sem encéfalo”, já encéfalo é o conjunto de órgãos do sistema nervoso central. Em outras palavras, é um bebê que nasce sem o cérebro, seus hemisférios e o cerebelo.
Dessa forma, o recém-nascido não possui o couro cabeludo, calota craniana e nem meninges, porém, o tronco cerebral é geralmente preservado. A criança também nasce cega, surda e não tem ou tem muito poucos reflexos. Em torno de 40% dos fetos anencefálicos morrem, ainda, no útero materno e 25% falecem durante o parto. Porém, alguns bebês podem sobreviver e ter uma expectativa de vida de poucos minutos, horas ou dias. 25% podem viver até 10 dias.
Para entende melhor como são os bebês anencefálicos, vale acrescentar que o tronco cerebral, que o bebê anencefálico costuma possuir é responsável, junto com a medula espinhal, pelo controle de muitas das funções. Por isso, o seu coração bate, e consegue coordenar a maior parte dos movimentos voluntários. Os médicos costumam afirmar que uma criança anencefálica também não sente dor, além de não ouvir nem enxergar. Porém, existem relatos de famílias que tiveram um filho anencefálico que era capaz de comer, engolir, chorar, sentir vibrações e reagir a toques e mesmo à luz.
A ocorrência dessa doença gira em torno de um caso para cada 1000 nascimentos, segundo estudos realizados na Europa Central, sendo que em outros lugares essa taxa pode variar. A anencefalia também afeta mais meninas do que meninos e, até o momento, não existem tratamentos para curar uma criança com anencefalia.
Apesar dos estudos, ainda não se chegou a uma conclusão sobre o que causa a anencefalia. Uma das hipóteses é que ela seja desencadeada por uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Entretanto, sabe-se que a mulher grávida que ingere uma boa quantidade de ácido fólico antes da concepção pode prevenir em mais de 50% a ocorrência da doença. Por outro lado, medicamentos como a pílula anticoncepcional, drogas antimetabólicas, o ácido valpróico (anticonvulsivante), entre outras, reduzem a absorção do ácido fólico pelo organismo.
Durante a gestação, a anencefalia pode ser detectada na 10ª semana se o médico for um profissional experiente que utilize um exame de ultrassom de alta resolução. Em outras situações, a doença congênita não pode ser detectada ou excluída por um exame de ultrassom até a 16ª semana de gravidez.
Leia maisA Importância do Teste do Pezinho
Com certeza, toda a futura mamãe já ouviu falar sobre a importância do teste do pezinho, mas talvez nem todas saibam quais são os seus reais benefícios. Esse procedimento costuma acontecer no próprio hospital onde o bebê nasceu, entre o terceiro e o sétimo dia de vida. O teste do pezinho acontece por meio da retirada de algumas gotas de sangue do calcanhar da criança.
O exame é realizado de maneira muito rápida, sem machucar o bebê. O calcanhar é o local escolhido porque ali é uma parte do corpo muito vascularizada e de fácil retirada do sangue. No entanto, os resultados da triagem podem demorar até um mês para serem entregues. No caso de ser verificada alguma alteração no sangue, é feita uma nova coleta para confirmar possíveis doenças.
Com essa amostra, o médico realiza uma avaliação da saúde do seu filho edetecta doenças hereditárias e congênitas, se existirem, que precisam de tratamento o mais rápido possível, para evitar complicações futuras. Para entender a importância do teste do pezinho, vale lembrar que, desde 2001, o Ministério da Saúde tem um programa nacional para que nenhum recém-nascido fique sem fazer o procedimento.
Por isso, a rede pública e em postos de saúde a triagem básica tem sido oferecida de forma gratuita, porém, para o exame ampliado, onde é incluída a verificação de mais doenças, pode ser cobrada uma taxa. Nas maternidades e hospitais privados, o teste do pezinho é pago, sendo que, em geral, o seu preço é coberto pelo valor da internação, conforme o convênio médico. Da mesma forma, para detecção de doenças extras, é cobrado um valor à parte.
Na triagem básica do teste do pezinho, são detectadas duas doenças: a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito. A primeira é uma doença genética, que se caracteriza pela falta ou carência de uma enzima ligada ao metabolismo do aminoácido fenilalanina, o qual está presente na proteína de muitos alimentos, como ovos, leite e carne. Sem a “quebra” do aminoácido pela enzina, ele se acumula no organismo e pode provocar graves lesões no sistema nervoso central, resultando em problemas neurológicos na criança.
Já o hipotireoidismo congênito provoca uma reduzida produção de hormônios da glândula tireoide, os quais são extremamente importantes para o desenvolvimento do sistema nervoso. Sem esse hormônio, a criança pode sofrer de retardo mental e ter o seu desenvolvimento físico comprometido. Essa primeira triagem já mostra a importância do teste do pezinho.
No entanto, melhor ainda é a triagem ampliada, que além das duas doenças citadas, verifica ainda se o bebê possui doenças como anemia falciforme e demais alterações de hemoglobina, hiperplasia adrenal congênita, galactosemia, fibrose cística, deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita.
No entanto, nem todas essas verificações são feitas no teste ampliado, já que vai depender da cidade onde for realizado o teste do pezinho. Outras doenças que podem ser incluídas são a doença de Chagas, rubéola, sífilis, citomegalovirose e Aids. Se você ficar em dúvida sobre qual dos exames escolher, o simples ou o ampliado, converse com o seu médico para que ele a oriente da melhor maneira. De qualquer forma, se o exame mostrar algum problema, em geral, essas doenças possuem tratamentos que podem reverter a situação.
Leia maisDoenças Congênitas
Para muitas pessoas ainda não está bem claro o que são as doenças congênitas e doenças hereditárias. A diferença essencial entre elas é que, enquanto as hereditárias passam de pais para filhos, a congênita não têm essa relação direta, pois é desenvolvida na própria formação do feto.
Por outro lado, toda doença hereditária costuma ser congênitas, pois está ligada a alterações genéticas, responsáveis também pela causa das doenças congênitas. Apesar dos conceitos se interligarem, é importante compreendê-los, inclusive, homens e mulheres que pretendem ter filhos, pois algumas doenças congênitas podem ser evitadas.
As doenças congênitas são adquiridas pelo bebê antes do nascimento, enquanto está sendo formando dentro do útero materno, ou mesmo, logo depois do seu nascimento, em geral, no primeiro mês de vida. Existem muitas causas que provocam as doenças congênitas, inclusive, uma má alimentação da mãe, que não foi suficientemente rica em ácido fólico, ferro e demais minerais que são essenciais para o desenvolvimento pleno do feto. Assim, as deformações estruturais ocasionadas pela ausência de determinadas substâncias também são chamadas de malformações congênitas ou anomalias.
Dessa forma, a malformação congênita é definida como qualquer defeito na formação de um órgão ou conjunto de órgãos. Esse conceito abrange todos os desvios relativos ao tamanho, forma, número, posição e coloração de uma ou mais partes do corpo, entre eles, está o lábio leporino e a anencefalia. Além disso, as doenças congênitas são resultados de um transtorno durante o desenvolvimento embrionário ou durante o parto, sendo que elas podem ser provocar as doenças genéticas, que são causadas por alterações no DNA.
No entanto, alguns defeitos congênitos podem ser mais discretos e não serem percebidos logo após o nascimento do bebê. Nesse sentido, o teste do pezinho é extremamente útil, uma vez que ele pode detectar as doenças congênitas que não foram visualizadas. Entre algumas delas, as mais comuns são a homocistinúria, a fenilcetonúria e a tirosinemia.
A Homocistinuria é uma doença genética associada às enzimas envolvidas no metabolismo, porém, também possui causas não genéticas, como a insuficiência renal crônica, enfermidade hepática e tabagismo. Ela se manifesta através da osteoporose, retardo mental, distúrbios do comportamento, entre outros sintomas.
Já a fenilcetonúria também é genética, caracterizada pelo defeito ou ausência da enzima fenilalanina hidroxilase, estando associada a atraso do desenvolvimento psicomotor, hiperatividade e convulsões. Também se caracteriza pelo baixo QI. Enquanto isso, a tirosinemia ou tirosinose é um erro inato do metabolismo, geralmente de nascença, que resulta da deficiência da enzima oxidase do ácido p-hidroxifenilpiruvato. Isso reflete em uma série de sintomas, como insuficiência hepática e renal, cirrose, catarata, raquitismo e retardamento mental.
Outro conceito é de doenças transmissíveis passadas de mãe para filho durante a gestação. Também chamadas de transmissão vertical, elas são doenças congênitas distintas das demais citadas, uma vez que a sua causa é provocada por um agente patogênico externo, durante a gravidez. Entre as infecções que podem causar a anomalia congênita está a toxoplasmose, sífilis, doença de inclusão citomegálica, herpes, rubéola e a varicela. Por isso da importância da mulher tomar todas as vacinas necessárias antes de iniciar a gestação.
Leia maisDoenças Hereditárias
Existem muitas doenças hereditárias e algumas delas são raras, sendo pouco conhecidas. Nem todas são detectadas quando o bebê ainda está se desenvolvendo no útero da mãe, sendo que algumas delas, aliás, são descobertas apenas na velhice. Isso acontece porque a doença hereditária pode se manifestar somente no momento em que os indivíduos se tornam vulneráveis a fatores externos que influenciam a sua detecção.
As doenças hereditárias são herdadas pelos pais, assim como funciona com os genes do pai e da mãe, que também são herdados. Por isso, se você estiver grávida, pode estar transmitindo alguma doença ao seu filho sem saber, no entanto, isso é bastante comum, uma vez que em torno de 80% da população mundial conta com algum tipo de doença hereditária. Além disso, não é possível prevenir a sua transmissão e nem saber se o seu filho vai possuir a mesma doença que você ou seu companheiro têm.
O que existem são probabilidades de adivinhar se o bebê vai herdar ou não alguma entre as doenças hereditárias, pois essa transferência vai depender muito do organismo do seu filho. As doenças hereditárias, na maioria dos casos, estão também associadasa outros fatores, como é o caso da hipertensão, que é uma doença que passa de pai ou mãe para filho, porém, só vai se manifestar se a pessoa estiver exposta à má alimentação, obesidade e sedentarismo.
Desta forma, quando existe um quadro de hipertensão em uma família, por exemplo, o aconselhável é que os seus integrantes tenham cuidados extras em relação à saúde, prevenindo que a doença hereditária se manifeste em seu organismo. Para saber qual a probabilidade da pessoa ter um determinado problema, ela pode realizar exames preventivos anuais, os quais vão detectar as chances de algumas doenças se desenvolverem e, assim, é possível prevenir o seu surgimento.
As doenças hereditárias sãoclassificadas como monogênicas, poligênicas ou cromossômicas. Entre as doenças monogênicas mais comuns estão a Doença de Batten (doença neuro-degenerativa), Anemia falciforme oudrepanocitose (malformação das hemácias), Síndrome do X Frágil ou síndrome de Martin & Bell (está associada ao autismo), Síndrome de Marfan ou Aracnodactilia (caracterizada por membros anormalmente longos) e aFibrose Cística, fibrose quística, FC ou mucoviscidose (cistos no pâncreas).
Outras doenças hereditárias monogênicas são a Doença de Huntingto, mal de Huntington ou coreia de Huntington (distúrbio neurológico), Hemocromatose (depósito de ferro nos tecidos do fígado, pâncreas, coração ou na hipófise), Fenilcetonúria (associada ao baixo QI), distrofia muscular de Duchenne (fraqueza muscular), Deficiência de alfa-1 antitripsina(doença pulmonar obstrutiva crônica) e Hemofilia A. Essas são apenas algumas, pois se conhecemmais de 6000 doenças hereditárias monogénicas, com uma ocorrência de um caso a cada 200 nascimentos.
Já as consideradas doenças poligênicas são a Hipertensão arterial, Doença de Alzheimer, Obesidade e diferentes tipos de diabetes mellitus e câncer. Enquanto isso, as doenças cromossômicas englobam aSíndrome de Down. Algumas doenças hereditárias possuem tratamentos que podem aumentar a expectativa de vida dos indivíduos, sendo que muitas delas, se não tratadas, podem levar a uma morte prematura. Em geral, as doenças hereditárias exigem uma adaptação do seu portador e da família para que se possa viver de uma forma mais semelhante às demais.
Leia maisComo é o Sexo Depois do Parto
Muitas mulheres e homens que estão se tornando pais pela primeira vez se questionam sobre como é o sexo depois do parto. Essa é uma questão bastante individual, que vai depender de cada casal e de uma série de fatores externos, porém, é possível traçar alguns quadros de como é o sexo depois do parto. Para que essa fase ocorra sem traumas, é importante que homem e mulher sejam francos um com o outro e conversem sobre o assunto.
Sobre o período que é indicado esperar para que você e o seu companheiro retomem o sexo, os obstetras orientam que se espere por cerca de 40 dias. Porém, se após 20 dias, a mulher já se sentir confortável para a atividade sexual, o casal pode tentar, mas se começar a doer, é importante que se espere mais alguns dias. Isso vale tanto para os partos naturais como para os casos de cesariana.
No parto natural, quando existe a necessidade de aumentar o espaço para a saída do bebê, os médicos costumam fazer um corte entre a vagina e o ânus, chamado de episiotomia. Logo após a criança nascer, o tecido é costurado e os pontos cicatrizam em 30 dias e há a recuperação dos tecidos da vagina, coincidindo com o período mínimo que é aconselhável para o resguardo do casal. Desta forma, caso a mulher pratique sexo, nos primeiros 15 dias após o parto, é possível que os pontos se rompem.
Para entender como é o sexo depois do parto, existem situações que podem ocorrer, como o leite materno jorrar durante a atividade sexual. Isso é bastante comum e não existe motivo para que o acontecimento estrague o sexo entre o sexual. O que também muda no corpo da mulher é a sua lubrificação vaginal, que tende a ficar menor, inclusive no período da amamentação. Para tanto, pode-se usar um lubrificante à base de água para aliviar o desconforto ou a dor que a mulher possa sentir.
É aconselhável ao companheiro que deixe a mulher ditar o ritmo da relação, que em geral vai ser mais devagar até encontrar uma posição confortável, além disso, a penetração não é a única forma de prazer sexual e o casal pode se dedicar aos carinhos íntimos, enquanto a mulher não se sentir confortável para transar. Por outro lado, há indícios de que a mulher tem mais facilidade para atingir o orgasmo depois que passa por uma gestação. Você e seu companheiro também deverão se acostumar com as várias interrupções que o sexo pode ter, devido ao choro do bebê.
Caso você esteja passando por um período que não sinta muito apetite sexual, não se preocupe, isso é normal devido as alterações hormonais pelas quais o seu organismo está passando. Com o tempo, no entanto, o seu desejo sexual vai voltar à normalidade. Você também pode se sentir menos atraente, por ter ganhado alguns quilos, mas é importante que isso não afete a relação com o seu companheiro.
No período pós-parto a mulher pode passar por um quadro de depressão, em diferentes níveis, por isso, é importante avaliar o que você está sentido, como tristeza, cansaço, ansiedade, alterações no apetite e no sono, o que é comum até certo ponto. Assim, é preciso que você seja franca com o seu companheiro e, no caso de perceber a necessidade, buscar a ajuda de um profissional.
Leia maisComo Escolher um Bebê Conforto
Depois que foi detectado o aumento de mortes infantis por acidentes de carro que poderiam ser evitados se a criança estivesse usando uma cadeirinha, também conhecida como bebê conforto, foi instituída uma lei nacional que exige o acessório em todo o veículo que transportá-la. No entanto, para que ela realmente assegure a vida da criança, é preciso saber como escolher um bebê conforto.
Já na primeira vez que o bebê entrar em um carro, é necessário que ele seja transportado pelo bebê conforto, que pode ser usado acoplado no veículo ou no carrinho. Além disso, o equipamento deve ser instalado no banco traseiro, contra o movimento do carro, assim, a criança vai ficar de costas para o motorista. Por lei, a cadeirinha de carro deve ser usada até a criança chegar aos 13 quilos, sendo que a idade dela vai variar conforme o seu desenvolvimento.
Mesmo quando a criança estiver saindo da maternidade, ela já deve ser colocada no carrinho para bebê do veículo, o que é muito mais seguro do que ficar no colo da mãe ou de outra pessoa. Por menor que a criança seja e pareça que ainda não pode usar o bebê conforto, ela já deve ser instalada na cadeirinha com todo o cuidado. Apesar de confortável, o colo não é o melhor lugar para transportar um bebê porque, como os acidentes são imprevisíveis e ocorrem rapidamente, não existe tempo para reação.
Para ter uma ideia, o tempo médio de reação de um adulto é de três quartos de segundo, apesar de não parecer, é muito lento para evitar o acidente. Mesmo que você acha que conseguisse ter uma reação, uma criança que pesa 10 kg, por exemplo, em um acidente que ocorra com um carro que esteja a 50 km/h, teria o seu peso transformado em 500 kg, o que é uma grande diferença.
Outra dica para saber como escolher um bebê conforto é comprar um modelo que tenha o selo do Inmetro, porque ele é a garantia de que o produto está preparado para resistir a um acidente. Além disso, na hora de adquirir o carrinho de bebê, é necessário observar a qual grupo o seu filho pertence, o que está relacionado ao peso da criança. Outras opções são também o assento de segurança ou assento de elevação, conforme a necessidade.
Se o seu bebê tiver até 13 kg, ele se enquadra do grupo 0+; bebês de 9 a 18 kg, aproximadamente um ano, grupo 1; crianças de 15 a 25 kg, em geralentre 3 e 8 anos, grupo 2; e de 22 a 36 kg, entre 5 e 10 anos, grupo 3. Já em relação ao tipo de carrinho para veículo, na hora de comprar um modelo, como escolher um bebê conforto, também vai depender do peso do seu filho.
Se ele tiver de zero a 13 kg, deve usar o bebê conforto; de zero a 18 kg e do zero a 25 kg, pode usar o bebê-conforto conversível em assento de segurança; dos nove aos 18 kg, o assento de segurança; dos nove aos 36 kg, o mais indicado é o assento de segurança conversível em assento de elevação; e dos 15 aos 36 kg, o assento de elevação. No caso do assento de elevação é importante que a criança tenha altura suficiente para o cinto não machucar o seu pescoço.
Leia maisDicas para Amamentar Bebê
O aleitamento materno é um dos fatores mais importantes para garantir a saúde ao bebê, sendo que os benefícios para a mãe também são inúmeros. No entanto, é importante que quando você for alimentar oseu bebê tenha alguns cuidados para que esse momento seja especial para ambos.
Entre as dicas para amamentar bebê está deixar que ele mamar quantas vezes quiser e o quanto quiser, sendo que ele deve ingerir o leite do peito até que a mama fique murcha e você perceba que ela está vazia, para então, dar o outro peito para o bebê. Depois que a criança terminar, você precisa fazer com que ela arrote e,se na sequência você colocar ela para dormir, o bebê deve ficar de lado.
Isso é essencial, pois no caso dele vomitar (e o arroto previne isso) a criança não vai se sufocar, o que pode acontecer se for deitada de barriga para cima. Para evitar o refluxo, você pode colocar um cobertor embaixo da cabeça e do tronco, para que fique um pouco mais alto do que o restante do corpo.
Para a saúde da mulher também existem algumas dicas para amamentar bebê que podem diminuir os desconfortos. Entre elas, está você passar o próprio leite no peito para evitar as rachaduras, que são bastante comuns, devido ao jeito que o bebê mama. Ele deve envolver e abocanhar a aréola do peito, ao redor do bico do seio, mas alguns apenas sugam o mamilo, o que deve ser corrigido. Enquanto isso, você deve passar oseu leite antes e depois de amamentar no seio para prevenir os machucados.
Outra dica para amamentar bebê diz respeito à prevenção das dores nas costas, pescoço e ombro. Para tanto, você deve se posicionar de maneira confortável, de preferência, em um local tranquilo, alinhar a coluna e apoiar os pés. Caso os seus pés fiquem pendurados, podem ocorrer inchaços e edemas. Para ficar ainda mais confortável, você pode usar almofadas ou travesseiros para apoiar o bebê, assim, o seu corpo não precisa ficar curvado.
Você pode adquirir outros hábitos para não ficar com dores pelo corpo. Na hora de dormir, é aconselhável ficar de lado, com as pernas encolhidas e um travesseiro entre elas, isso é uma prática que serve para qualquer pessoa que deseja diminuir as dores na coluna. O travesseiro da cabeça não deve ser muito alto, sendo que ele deve ficar encaixado entre a cabeça e o ombro. Se você só consegue dormir de barriga para cima, posicione um travesseiro sob os joelhos, para que permaneçam levemente dobrados.
Um banho quente, mas sem exagerar na temperatura, que não faz bem nem para a pele nem para os cabelos, também alivia as dores do corpo. No entanto, enquanto você estiver amamentando, não deixe água quente ou morna cair nos seus seios, pois isso pode empedrar o seu leite, o que além de prejudicar a amamentação vai causar mais dores. Exercícios também ajudam, mas se você quiser fazer mais do que alongamentos matinais, é melhor conversar com o seu médico para que ele indique quais as melhores atividades físicas para realizar no momento.
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